Praticamente todo mundo já ouviu falar (ou tem pelo menos a impressão de ter ouvido) sobre RFID. Muitos já têm opinião formada sobre o assunto. Mas quase ninguém entende do que se trata. Neste post e no próximo, vou explicar resumidamente o que é e pra quê serve esse negócio, além de tentar entender como isso vai afetar a vida de todos nós nos próximos anos.
Vamos do começo:
RFID significa Radio-Frequency IDentification (Identificação por Rádio-frequência). Trate-se basicamente um nome genérico dado à varios sistemas capazes de ler uma etiqueta (tag) através de um sinal de eletromagnégico. Quer dizer, dados são gravados eletrônicamente, em chips presentes da etiqueta. E a etiqueta tem também uma antena, que torna possível que uma base se conecte a ela e obtenha as informações ali gravadas. O processo inverso, gravar informações na etiqueta remotamente, também é possível, bastando apenas que esta seja compatível.
Existem vários tipos e tamanhos de etiqueta, com diferentes características como alcance, velocidade e capacidade de armazenamento de dados. Cada uma serve melhor a uma aplicação. Numa biblioteca por exemplo, basta que a etiqueta contenha a identificação do livro, como numa etiqueta comum de código de barras. Já numa concessionária, não basta saber o modelo e o ano do carro. Então informações adicionais como número do chassi, disponibilidade no estoque e listagem de características específicas daquele veículo, como lista de opicionais ou quilometragem rodada podem ser adicionadas à etiqueta.
Outro fato interessante é que estas etiquetas podem ser encapsuladas numa miríade de materiais, como vidro, plástico ou resina epóxi. Isso torna seu uso possível em praticamente qualquer tipo de ambiente. Inclusive dentro do corpo humano. É perfeitamente seguro injetar sob a pele uma pequena tag RFID que pode conter todas suas informações pessoais, além de registros hospitalares e lista de alergias por exemplo. Este tipo de identificação já é usada em animais, sobretudo para controle rebanhos há algum tempo.
Outros usos do RFID incluem a identificação e autenticação de documentos e cartões bancários, sistemas de segurança em automóveis e telefones celulares, controles de permissão de acesso e sistemas de gestão e logística de mercadoria e carga.
Na segunda parte do post vou falar um pouco sobre o lado negativo: quais são os problemas que esta tecnologia enfrenta hoje, a discussão em torno de como resolvê-los e de que formas isso afeta nossa vida num futuro próximo.
Até lá !



4 Comentários
Bacana!!
Muito bacana!!
Ja tinha ouvido falar mas nunca me aprofundei no assunto para saber como isso funciona…
Muito bacana.. estou no aguardo da segunda parte!
Um grande abraço!!
Massa. Já tinha visto algumas vezes mas não sabia q era tão abrangente.
E ai Fabiano… vou usar esse seu post como referência em um trabalho da facul!
abração
One Trackback
RFID: um guia rápido - Parte 1…
Um guia resumido sobre o que é, pra que serve e como a tecnologia RFID vai interferir na nossa vida….