RFID: um guia rápido - Parte 1

Praticamente todo mundo já ouviu falar (ou tem pelo menos a impressão de ter ouvido) sobre RFID. Muitos já têm opinião formada sobre o assunto. Mas quase ninguém entende do que se trata. Neste post e no próximo, vou explicar resumidamente o que é e pra quê serve esse negócio, além de tentar entender como isso vai afetar a vida de todos nós nos próximos anos.

Vamos do começo:

RFID significa Radio-Frequency IDentification (Identificação por Rádio-frequência). Trate-se basicamente um nome genérico dado à varios sistemas capazes de ler uma etiqueta (tag) através de um sinal de eletromagnégico. Quer dizer, dados são gravados eletrônicamente, em chips presentes da etiqueta. E a etiqueta tem também uma antena, que torna possível que uma base se conecte a ela e obtenha as informações ali gravadas. O processo inverso, gravar informações na etiqueta remotamente, também é possível, bastando apenas que esta seja compatível.

RFID embutido numa etiqueta de biblioteca

RFID embutido numa etiqueta de biblioteca

Existem vários tipos e tamanhos de etiqueta, com diferentes características como alcance, velocidade e capacidade de armazenamento de dados. Cada uma serve melhor a uma aplicação. Numa biblioteca por exemplo, basta que a etiqueta contenha a identificação do livro, como numa etiqueta comum de código de barras. Já numa concessionária, não basta saber o modelo e o ano do carro. Então informações adicionais como número do chassi, disponibilidade no estoque e listagem de características específicas daquele veículo, como lista de opicionais ou quilometragem rodada podem ser adicionadas à etiqueta.

Outro fato interessante é que estas etiquetas podem ser encapsuladas numa miríade de materiais, como vidro, plástico ou resina epóxi. Isso torna seu uso possível em praticamente qualquer tipo de ambiente. Inclusive dentro do corpo humano. É perfeitamente seguro injetar sob a pele uma pequena tag RFID que pode conter todas suas informações pessoais, além de registros hospitalares e lista de alergias por exemplo. Este tipo de identificação já é usada em animais, sobretudo para controle rebanhos há algum tempo.

Capsula RFID para uso em pacientes de Alzheimer

Capsula RFID para uso em pacientes de Alzheimer

Outros usos do RFID incluem a identificação e autenticação de documentos e cartões bancários, sistemas de segurança em automóveis e telefones celulares, controles de permissão de acesso e sistemas de gestão e logística de mercadoria e carga.

Na segunda parte do post vou falar um pouco sobre o lado negativo: quais são os problemas que esta tecnologia enfrenta hoje, a discussão em torno de como resolvê-los e de que formas isso afeta nossa vida  num futuro próximo.

Até lá !

4 Comentários

  1. Lu
    Postado por 27 Agosto, 2008 em 10:11 | Permalink

    Bacana!!

  2. Postado por 28 Agosto, 2008 em 14:17 | Permalink

    Muito bacana!!
    Ja tinha ouvido falar mas nunca me aprofundei no assunto para saber como isso funciona…

    Muito bacana.. estou no aguardo da segunda parte!

    Um grande abraço!!

  3. Schel
    Postado por 31 Agosto, 2008 em 19:45 | Permalink

    Massa. Já tinha visto algumas vezes mas não sabia q era tão abrangente.

  4. Postado por 30 Maio, 2010 em 18:14 | Permalink

    E ai Fabiano… vou usar esse seu post como referência em um trabalho da facul! :-)

    abração

One Trackback

  1. Por Fabiano Elias via Rec6 em 28 Agosto, 2008 às 14:07

    RFID: um guia rápido - Parte 1…

    Um guia resumido sobre o que é, pra que serve e como a tecnologia RFID vai interferir na nossa vida….

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